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5 Mulheres pioneiras do audiovisual que você precisa conhecer!

Em homenagem ao dia internacional da mulher, 8 de março, resolvemos escrever este post saudando estas 5 mulheres pioneiras do audiovisual que abriram caminhos, romperam barreiras e fizeram história!

1. Alice Guy Blaché

Mulheres pioneiras do audiovisual - Alice Blaché
reprodução internet

Antes que alguém tivesse feito qualquer coisa, a diretora francesa Alice Guy-Blaché já estava fazendo de tudo! Atuou como diretora entre 1894 e 1922. Ela não só é a primeira diretora do cinema francês, bem como provavelmente a primeira mulher a dirigir um filme na história! E também uma das primeiras pessoas a ser reconhecida como diretora no mundo para além do gênero.

Dirigiu nada menos que cerca de 700 filmes em sua carreira, contudo Alice também produzia, escrevia e atuava em seu trabalho. Muitos de seus filmes desapareceram no tempo, mas diversos ainda podem ser vistos. Em 1922 ela se divorciou, seu estúdio foi à falência e nunca mais filmou novamente.

Muitas das técnicas desenvolvidas por ela, no entanto, até hoje são padrões essenciais para se fazer um filme. São elas: narrativa, edição, close-up, som sincronizado, efeitos especiais primitivos e colorização manual.

2. Cléo de Verberana – primeira mulher brasileira a dirigir um filme que se tem notícia

Mulheres pioneiras do audiovisual
jacyrasilveira Instagram posts (photos and videos) - Picuki.com
reprodução internet

Primeiramente, Cléo de Verberana, iniciou sua carreira como atriz, aos 22 anos, em 1931. Em seguida se tornou a primeira mulher brasileira a dirigir um filme que se tem notícia, com O Mistério do Dominó Preto. Para realizá-lo, ela e o marido, que recebera uma herança, venderam jóias bem como propriedades. Importaram equipamentos da França, e enfim montaram a produtora Épica Film. Cléo também produziu e atuou no filme.

Depois da morte de seu marido, em 1934, ela fechou sua produtora e desligou-se do cinema. Cleo de Verberena faleceu em 1972. Mas, sua investida como cineasta em 1930 fez escola, marcando a abertura de um ciclo ininterrupto da efervescente contribuição das mulheres na construção de nossa identidade fílmica brasileira.

3. Tina ModottiFotógrafa e revolucionária

Mulheres pioneiras do audiovisual Tina Modotti
reprodução internet

Nascida em uma família de operários italianos e teve de enfrentar a fome e o trabalho árduo em uma fábrica de tecidos. Depois, migrou para o USA e depois para o México.

Tina participou de algumas apresentações de teatro para a comunidade italiana da cidade e logo depois conseguiu trabalhar em alguns filmes dos primeiros anos de Hollywood.

Em meio aos artistas estadunidenses da época, Tina conheceu Robo, Roubaix de l’Abrie Richey com quem viveu, até que morresse de varíola em uma viagem ao México, em 1922.

Tina acabou chegando ao México em meio a essa tragédia pessoal, mas logo se encantou pelas cores, pelo espírito caloroso do povo mexicano e principalmente pelo engajamento com que viviam os artistas que conheceu. Foi nesse ambiente que começou a fotografar.
Posou como modelo para alguns murais de Diego Rivera. Em um deles, aparece ao lado de Frida Kahlo distribuindo armas ao povo para a luta revolucionária.

Enquanto comandava um estúdio de fotografia na Cidade do México durante a década de 1920, Modotti inspirou um grupo de amigos boêmios, pensadores e artistas revolucionários, incluindo Frida Kahlo, José Clemente Orozco e Diego Rivera.

4. Cindy Sherman – fotógrafa e ativista

Mulheres pioneiras do audiovisual Cindy Sherman
Courtesy of the artist and Metro Pictures, New York

A série inovadora de autorretratos “Untitled Film Stills”  de Cindy Sherman, ” a colocou no papel de uma donzela de Hollywood em um filme noir. A série de 1970 aponta para os estereótipos de gênero que as mulheres eram (são?) obrigadas a ser retratadas no cinema. E até hoje Cindy Sherman produz em seu trabalho críticas socio culturais de forma artística e provocativa.

Sherman aponta para os estereótipos que muitas vezes retratam as mulheres no cinema assim como oferece uma crítica sobre a saturação de imagens na mídia. Hoje, Sherman é conhecida como uma das artistas mais prolíficas de sua geração e continua a produzir trabalhos com foco na crítica cultural.

5. Adélia Sampaio – primeira mulher negra brasileira a dirigir um filme

reprodução internet – jornal Tribuna de Minas

 Filha de empregada doméstica e de origem pobre, Adélia Sampaio tornou-se, em 1984, a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no país, com o filme Amor Maldito, sobre um caso real de um embate de uma lésbica com a justiça. Que Adélia também produziu e escreveu.

O filme estreou pouco tempo depois em algumas salas de cinema de São Paulo, com alerta de censura para menores de 18 anos. Apesar de não ter tido divulgação, o longa foi um sucesso.

Em 2018 Amor Maldito foi exibido no FIM CINE o Festival internacional de Mulheres no Cinema e na Mostra Diretoras Negras no Cinema Brasileiro.

O filme inaugurou a temática lésbica no cinema brasileiro. Conta a história real de amor entre duas mulheres que pela falta de aceitação, resulta no suicídio de uma delas enquanto a outra é acusada de sua morte.

Apesar de baseado em um fato verídico, como a maioria de seus filmes, Adélia conta que na época a Embrafilme recusou seu filme dizendo que “Jamais financiaria tal aberração”.

 No auge do movimento Pornochanchada, ela enfrentou o preconceito da indústria e teve que lançar seu longa travestido pelo gênero. Devido a essa falta de apoio estatal, a produção do filme se deu através de parcerias, o que o tornou o primeiro longa metragem em estado cooperativo da época. Assim, atores e técnicos recebiam uma ajuda de custo e uma porcentagem do filme.

Um Viva a todas as mulheres do audiovisual! Que possamos ter um audiovisual mais diverso e com salários e oportunidades iguais para homens e mulheres!

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